Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Chique e Geek

Entre moda, anime e ficção científica...

ACMA - Enfermagem e os Sentimentos!

Enfermagem.png

 

Mais uma vez tenho o privilégio de poder participar neste projeto fantástico que é o ACMA, e, se o mês passado falávamos de (re)começos, este mês muito apropriadamente falamos de sentimentos!! Os bons, os maus e todos pelo meio…
 
Ora, não é novidade nenhuma para vocês que eu sou enfermeira. Licenciei-me em Fevereiro de 2016 (já lá vai um ano) pela Escola Superior de Enfermagem do Porto, e, se vamos falar de sentimentos, não há montanha russa emocional melhor que uma licenciatura em Enfermagem. Mas, porque quero manter o post leve e conciso, vou ficar-me pelos três grandes sentimentos que a Enfermagem me trouxe.
 
 

ANSIEDADE

Este é, sem dúvida alguma, o sentimento mais forte que pude sentir ao longo dos quatro anos e meio de licenciatura e mesmo agora já como profissional. A responsabilidade que implica a profissão, a pressão dos professores e familiares dos utentes, as dúvidas existenciais, os “e se’s” levam-nos a uma ansiedade enorme que daí a bloquearmos completamente é um passo muito pequeno. O medo de falhar é grande e não foi fácil para mim conseguir ultrapassar tudo isto, foram quatro anos muito difíceis com muitos altos e baixos e com muita mas muita ansiedade à mistura.

 

 

COMPAIXÃO
Há uma coisa que a enfermagem ensina e muito bem: compaixão e empatia. E como se distinguem estas duas coisas? A compaixão é a compreensão das emoções dos outros e o desejo de diminuir ou eliminar o seu sofrimento Já a empatia é a capacidade psicológica de nos pormos no lugar da outra pessoa, de pensar racionalmente o que faríamos naquela situação e como nos afectaria a nós. E estas duas emoções são uma constante na enfermagem: o compreender e o escutar o outro foram das ferramentas mais importantes que o curso me deu não só para a profissão como para a vida. A compaixão e a empatia estão, assim, muito presentes na vida de todos os enfermeiros, sendo mais difícil conseguir “desligar” isso quando saímos do trabalho e chegamos a casa.
 
 
FRUSTRAÇÃO
Não posso negar que a enfermagem me traga muitas alegrias. Pode parecer cliché, mas conseguir mudar a vida de alguém e ajudá-la a ultrapassar uma fase tão difícil é algo que é inexplicável e é das melhores sensações que podemos ter!
No entanto, a frustração de querer fazer mais e não poder é inevitável. Para além disso, a frustração sobre o estado da enfermagem em Portugal neste momento também não é indiferente a ninguém. A ideia de ter acabado um curso, de gostar tanto de trabalhar na área e de simplesmente não ter as oportunidades que gostaríamos é demasiado triste mas é, infelizmente, a realidade. Não posso dizer que eu, pessoalmente, esteja mal, mas ainda não estou onde quero estar nem onde quero chegar, ainda não faço tanto quanto gostaria de fazer e é essa frustração que eu vivo todos os dias!
 
 

Bem, espero que não tenha sido um post demasiado pessoal e aborrecido, é bom poder partilhar com vocês um bocadinho mais daquilo que sinto. Não é fácil falar de sentimentos, não foi fácil escrever este post, mas valeu a pena!!

 

Não se esqueçam de passar nos blogs dos criadores do projeto:

Hey, Pêssegos | Anda Daí! | Miss Melfe | The Eyes of a Mermaid 

Comic Life | Cor sem Fim

 

E de visitar alguns dos blogs convidados:

Flor do Mar | Olhares (In)discretos | My Boulevard | Candyland

 

Se gostaram do projeto e se querem juntar a nós nos meses que aí vêm basta mandarem email para corsemfim@gmail.com onde podem esclarecer todas as vossas dúvidas sobre o ACMA.

 

Espero que tenham gostado ❤

6 comentários

Comentar post